VÍDEO: quem é a mulher que pegou arma para tentar defender vítima de execução?
Polícia Civil está investigando duplo homicídio ocorrido há uma semana
Vídeo de pouco mais de 1 minuto é uma das peças que a Polícia Civil tem para descobrir o culpado pela execução de dois homens em Campo Grande na sexta-feira passada (27), por volta das 6h30, na Avenida das Bandeiras. A imagem viralizou e uma indagação ficou no ar: quem é a mulher que sai do lava a jato do alvo do atirador, primeiro pega um pedaço de pau, e depois volta e aparece com uma pistola na mão.
O Primeira Página foi atrás dessa resposta. O que se sabe, até agora, é que a mulher, de 31 anos, se identificou como a gerente do estabelecimento. Ela não será identificada nesse texto por razões de segurança, considerando que é testemunha no inquérito da 5ª Delegacia de Polícia Civil.
A arma era do dono do lava a jato, Luiz da Conceição Tierre, 36 anos, que foi morto por um atirador a pé. Quem deu a informação sobre a pistola 380 foi a gerente, no depoimento dado logo depois do assassinato.
Tierre não tinha registro para o armamento, conforme investigação jornalística feita pelo PP. Ele respondia a processo na Justiça Federal por contrabando de cigarro, depois de prisão ocorrida em junho do ano passado.
“Para defender”
A mulher contou que, no meio do tiroteio, quando chegou a pegar um pedaço de pau e ir em direção ao executor do crime, lembrou-se da existência da pistola e voltou para buscar e tentar defender o patrão.
Não houve tempo. O pistoleiro, um homem vestido de camiseta vermelha, bermuda e de capuz na cabeça, já havia atingido mortalmente Luiz da Conceição Tierre.
Nas imagens, que ficaram públicas poucas horas depois, é possível ver que o dono do lava jato, de camiseta azul e bermuda, está parado na porta do lugar. O pistoleiro aparece já atirando, a vítima cai perto de um carro estacionado, levanta, e continua sendo perseguida pelo matador.
No outro lado da avenida, o homem de camiseta vermelha continua os disparos. Segundo a ocorrência policial, pelo menos dois atingiram a vítima em regiões vitais, provocando a morte.
Bala perdida
A cerca de 50 metros dali, os policiais militares – que foram os primeiros agentes de segurança pública a chegar no local- acharam outra vítima, atingida por um dos disparos feito pelo assassino.
A caminho do trabalho, Adriano Medeiros Pereira, 33 anos, foi ferido e teve morte praticamente instantânea. Ele estava de motocicleta e caiu na rua.
Responsável pela investigação, o delegado Rodolfo Daltro informou ao PP que está trabalhando pela solução do caso e que não daria detalhes para não atrapalhar as investigações.
Nas entrevistas já dadas sobre o duplo assassinato, ele disse que o homem a quem o atirador esperava trabalha com “empréstimos a juros”, ou seja, agiotagem. Adriano Medeiros Pereira, o outro morto, foi vítima do acaso, ao passar no lugar na hora do crime, segundo as investigações policiais.
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