Vítima de acidente aéreo era pesquisadora alemã apaixonada pelo Pantanal
Em Mato Grosso do Sul, a pesquisadora também atuou alguns meses no Projeto Tamanduá
Foi identificada como Lydia Theresia Möcklinghoff a pesquisadora que morreu na queda de uma aeronave de pequeno porte na manhã desta sexta-feira (3), em Campo Grande. Além dela, o piloto Henrique Martim perdeu a vida no acidente aéreo.

Lydia era alemã e tinha experiência na área de Zoologia, principalmente nos temas de ecologia tropical, comportamento biológico e monitoramento automatizado da biodiversidade de mamíferos do Pantanal.
Jornalista e escritora, ela ainda apresentava um podcast sobre sua vivência no Pantanal e usava as redes sociais para falar sobre pela fauna.
Em Mato Grosso do Sul, a pesquisadora também atuou alguns meses no Projeto Tamanduá.
Para a reportagem, a responsável pelo Instituto Tamanduá, Flávia Miranda, contou que Lydia se especializou na observação dos flagrantes dos mamíferos feitos pelas câmeras instaladas nas matas, na época, trabalhava em sua tese de doutorado, intitulada “Conservação dos mamíferos no Pantanal”.
Lydia também era membro do Grupo de Pesquisa em Ecologia Tropical do Museu de Pesquisa Zoológica Alexander Koenig, Bonn, Alemanha, e do Computational Bioacoustics Research Unit – CO.BRA.
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O acidente

As primeiras informações divulgadas apontam que o piloto decolou nas primeiras horas do dia, em um momento em que Campo Grande estava encoberta por neblina. Logo após a decolagem, tentou voltar à pista devido à falta de visibilidade, mas não conseguiu. Funcionários de um hangar da região ouviram uma explosão e acionaram o Corpo de Bombeiros.
O avião bimotor pertencia à Amapil, empresa de táxi aéreo, e era pilotado por Henrique Martim.

Amigos de Henrique foram ao local do acidente nesta manhã e afirmaram ter falado com ele pela última vez por volta das 6h. Para a reportagem, relataram apenas não acreditar que o piloto tentou fazer um novo pouso após decolar.
De acordo com o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), a aeronave comportava até seis passageiros. A empresa ainda não se manifestou.
(Colaborou Dyego Queiroz, Caio Tumelero e Jaqueline Bortolotto)
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