Vítimas de violência vão passar por perícia na Casa da Mulher
Na sala do Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), serão realizados os exames que são cruciais em investigações sobre agressões contra a mulher
Referência nacional no atendimento às mulheres vítimas de violência, a Casa da Mulher Brasileira, em Campo Grande agora também com um núcleo do IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal). Com a nova sala, as vítimas poderão fazer a denúncia na Casa da Mulher Brasileira e em seguida passar por exames periciais, ambos no mesmo local, sem precisar se deslocar para a sede do instituto, a 10 quilômetros da CMB.

O novo espaço foi inaugurado nesta sexta-feira (31) com a presença da ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (Patriotas) e demais representantes do alto escalão político de Mato Grosso do Sul.
A nova sala na Casa da Mulher Brasileira passou por adequações, atendendo as normas de vigilância sanitária, sendo mobiliada com equipamentos médicos hospitalares necessários para o funcionamento do Núcleo. A reforma foi realizada pela Prefeitura de Campo Grande.
No espaço, serão realizados os exames que são cruciais em investigações sobre agressões contra a mulher. Cinco médicos legistas e três agentes de polícia científica estarão lotados no local. Os profissionais atuarão em regime de plantão de 12 horas, que será dividido em dois turnos, sendo o primeiro de 7h às 13h e o segundo das 19h até a 1h da madrugada.

“A criação desta sala é estratégica, é uma construção estratégica. A Casa da Mulher Brasileira foi pensada para que a vítima pudesse chegar e fosse atendida em sua totalidade, sem precisar sair dali. Que aqui ela pudesse fazer tudo, recebendo um serviço humanizado e integrado. Precisamos continuar a luta para deter o número de feminicidios. Lutar para diminuir o número de crimes contra a mulher, um crime cruel e de ódio”, disse a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves.
Conforme o diretor do IMOL, Sílvio Lemos, hoje a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), que funciona na Casa da Mulher Brasileira, encaminha para o IMOL uma média diária de duas mulheres para realização de exames e laudos.
O mesmo número de mulheres é encaminhado pelas demais unidades da Polícia Civil, totalizando uma média de quase 60 exames e laudos em mulheres vítimas de violência por mês.
“Com o “Núcleo do IMOL funcionando dentro da Casa da Mulher Brasileira a tendência é que esse número cresça, uma vez que hoje muitas mulheres que pegam a requisição de exames na DEAM, acabam desistindo de ir ao IMOL, seja porque se arrependeram ou porque foram convencidas pelos agressores”, comentou Sílvio.
Além da responsabilidade sobre os servidores, a Sejusp fornecerá materiais e insumos necessários para a realização dos exames e laudos, como luvas, jalecos, toucas, reagentes, entre outros. Já a Prefeitura de Campo Grande ficará responsável pela manutenção da sala e pagamento de despesas como água, luz, internet, telefone, IPTU, limpeza e descarte adequado dos resíduos gerados. Não haverá transferências de recursos entre Sejusp e Prefeitura de Campo Grande.
O Núcleo é resultado de um Termo de Cooperação celebrado entre o Governo do Estado, por meio da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), e a prefeitura municipal de Campo Grande, por intermédio da Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais e da Subsecretaria Municipal de Políticas para a Mulher.
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