Viúva é condenada a 22 anos por homicídio de militar aposentado em Cuiabá
A vítima, o policial militar da reserva, Noel Marques da Silva, de 52 anos, foi morta há quase três anos, na porta de casa, no bairro Jardim Colorado, em Cuiabá
Tatiane Borralho de Oliveira Silva foi condenada a 22 anos de reclusão pelo homicídio qualificado do marido, nesta terça-feira (4). A vítima, o policial militar da reserva, Noel Marques da Silva, de 52 anos, foi morta há quase três anos na porta de casa, no bairro Jardim Colorado em Cuiabá. O executor do crime, Cleyton Cosme de Figueiredo, foi condenado a 18 anos de prisão.

Os dois envolvidos no crime estão presos desde a investigação da DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa), que esclareceu o crime e identificou os envolvidos.
Segundo a sentença da juíza da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, Mônica Catarina Perri, a conduta de Tatiane, como mandante do crime é grave, fria e sórdida, pois a vítima era seu marido e pai da sua filha menor.
Cleyton também foi condenado a sete meses de detenção, inicialmente em regime fechado e com apelo em liberdade negado, pelo assassinato do filho da vítima, Noel Marques da Silva Júnior, que ocorreu sete meses depois.
Crime por encomenda
Segundo as investigações da polícia, o relacionamento foi marcado por desentendimentos, brigas em público, interesses financeiros e relações extraconjugais por uma das partes.
Três pessoas estavam envolvidas diretamente no crime. O inquérito foi concluído em agosto de 2021 pelo delegado Caio Fernando Álvares de Albuquerque, que identificou a autoria do crime, o autor dos disparos e o envolvimento da mãe da mandante, de 51 anos.
A vítima foi abordada por dois homens, que dispararam contra a cabeça de Noel, na porta da casa de um familiar do policial.
Já a morte do filho da vítima teria sido motivada pela cobrança dele pelo esclarecimento da morte do pai, que ia sempre à delegacia pedir para que o crime fosse esclarecido.
Frieza e despreocupação
Ao longo das investigações, concluiu-se que a viúva mostrava uma personalidade fria e descomprometida.
Após a morte do marido, Tatiane mantinha relações amorosas paralelas e, em conversas, afirmava que no final do ano não precisaria mais trabalhar e que ambos teriam vida fácil. No entanto, em contato com outras pessoas, ela fez o papel de viúva enlutada e injustiçada.
Durante as investigações, a vítima não quis saber a quantidade de disparos, o que chamou a atenção da polícia, pois essa costuma ser uma informação de interesse de familiares das vítimas.
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