MT testa tecnologia do Google com imagens de satélite para monitoramento ambiental
Parceria com o governo federal promete ampliar precisão de dados e pode impactar regularização de áreas rurais.
Mato Grosso está entre os primeiros estados do país a testar uma nova tecnologia com uso de imagens de satélite de alta resolução, em parceria com o Google, para reforçar o monitoramento ambiental e a validação de informações do Cadastro Ambiental Rural (CAR).
O acordo foi firmado nesta semana entre o Ministério da Gestão e Inovação (MGI), o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e a empresa de tecnologia. A proposta é ampliar a qualidade das análises ambientais com acesso a imagens mais detalhadas, inclusive de 2008 — ano considerado marco para regularização de áreas.

Segundo o governo federal, a nova base de dados permitirá substituir registros antigos, que tinham baixa resolução, por imagens com qualidade até seis vezes superior, o que pode revelar detalhes antes não identificados.
Impacto em MT
Mato Grosso integra o grupo dos cinco primeiros estados onde a tecnologia será aplicada. A escolha leva em conta o avanço do estado na implementação do CAR, considerado um dos mais estruturados do país.
A expectativa é que o uso das novas imagens ajude a aprimorar a análise de áreas rurais, especialmente em processos de regularização ambiental.
Monitoramento com satélite
Nova ferramenta promete ampliar a precisão na análise de áreas rurais.
Casos podem revistos
O avanço da tecnologia ocorre em meio a discussões sobre autuações ambientais no estado. Nesta semana, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) manteve uma multa de mais de R$ 6 milhões aplicada a um produtor rural por desmatamento de cerca de 301 hectares dentro do Parque Estadual Serra de Ricardo Franco, em Vila Bela da Santíssima Trindade.
No processo, o produtor alegou uso consolidado da área antes de 2008 — justamente o período que agora passa a ser analisado com mais precisão pelas novas imagens.
Governo diz que não haverá impacto imeditato
Questionada sobre possíveis impactos aos produtores rurais, a ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, afirmou que o processo será conduzido em parceria com os estados e de forma gradual.
“O governo federal dá os instrumentos, mas esse é um processo feito pelos próprios estados. Mato Grosso, inclusive, é um dos mais avançados no CAR e tem sido parceiro no desenvolvimento do sistema”, disse.
Segundo a ministra, a adoção da tecnologia não deve gerar mudanças imediatas sem diálogo com os produtores.
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