Nova frente fria chega ao Brasil e traz amanhecer gelado para MS

Massa de ar polar derruba temperaturas já nesta semana no Estado; sob efeito do El Niño, julho terá inverno atípico com chuva acima da média

Julho começa nesta quarta-feira (1º) e, com ele, a promessa de uma nova frente fria chega ao Centro-Sul do Brasil. Segundo a meteorologia, nos próximos dias uma massa de ar frio avança pelo continente e derruba as temperaturas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Em Mato Grosso do Sul, a mudança na temperatura começa na quinta-feira (2).

Pessoas com casacos nas ruas de Campo Grande (Foto: Eduardo de Almeida)
Nem adianta guardar os casacos, o frio já tem data para voltar (Foto: Eduardo de Almeida)

Conforme dados da Climatempo, dessa vez a massa de ar polar permanece entre a Argentina e o Uruguai e se desloca para o oceano, mas, ainda assim, o sistema será suficientemente intenso para transportar ar frio em direção ao Brasil.

Este novo pulso de ar polar não deve configurar uma onda de frio, mas vai provocar amanheceres gelados e tardes mais amenas em diversas regiões. No Centro-Oeste, essa mudança começa a ser percebida entre quinta-feira (2) e sábado (4).

As temperaturas diminuem no sul e oeste de Mato Grosso do Sul. O mesmo ocorre no sudoeste e sul de Mato Grosso, onde o amanhecer volta a ser mais frio após vários dias de calor durante as tardes.

Nas demais áreas da região, a influência da massa de ar frio será mais discreta, com redução das temperaturas, principalmente durante as primeiras horas do dia.

Mãe e filha com casacos pessados, andando pelas ruas (Foto: Eduardo de Almeida)
Para encarar o frio nas ruas, o jeito é abusar dos casacos (Foto: Eduardo de Almeida)

Influência do El Niño em julho

O mês de julho em Mato Grosso do Sul terá um comportamento atípico em 2026. Conhecido historicamente por ser um período de estiagem severa, sol forte e baixa umidade do ar, o segundo mês do inverno será marcado por mais chuva do que a média e temperaturas abaixo do normal em grande parte do estado. O responsável por essa mudança climática é o fenômeno El Niño.

De acordo com a meteorologia, a combinação entre a temperatura acima da média no Oceano Atlântico e a livre passagem de frentes frias vai facilitar a formação de áreas de instabilidade. Embora as chuvas atípicas não devam ser tão frequentes e generalizadas como as registradas em junho, julho ainda terá volumes acima da média histórica para o período, especialmente nas regiões centro-sul e leste de Mato Grosso do Sul.

Pelo menos duas frentes frias fortes e de grande abrangência continental devem avançar pelo interior do país em julho. A primeira delas está prevista para chegar logo na primeira quinzena de julho, trazendo potencial de chuva e declínio acentuado nas temperaturas em Mato Grosso do Sul.

A previsão é de que, ao longo do mês, ocorram vários episódios de formação de frentes frias e de ciclones extratropicais entre o Sul do Brasil, a Argentina e o Paraguai.

Apesar do predomínio de dias mais frios e úmidos na primeira metade do mês, julho deve terminar com uma forte “gangorra climática”.

A previsão alerta para uma virada radical nas condições do tempo na reta final do mês. Áreas do Centro-Oeste, incluindo Mato Grosso do Sul, devem registrar picos de calor intenso. A expectativa é de que os termômetros atinjam temperaturas muito altas nos últimos dias de julho.

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