São Paulo amanhece com 835 mil imóveis sem energia três dias após vendaval
Concessionária Enel afirma que ainda não há previsão para restabelecimento total do serviço; 24 municípios da Grande São Paulo foram afetados.
A Grande São Paulo segue enfrentando reflexos do vendaval após a passagem de um ciclone com ventos acima de 100 km/h que atingiu a região na última terça-feira (9). De acordo com boletim divulgado pela Enel às 6h desta sexta-feira (12), cerca de 835 mil imóveis permanecem sem energia elétrica, incluindo residências, comércios e serviços essenciais.
Os municípios de Juquitiba, Itapecerica da Serra e Embu das Artes têm, proporcionalmente, os maiores índices de falta de energia. Em números absolutos, a capital paulista concentra 589 mil endereços ainda no escuro, liderando o ranking entre os 24 municípios atendidos pela concessionária.

A empresa informou que não há prazo para normalizar completamente o fornecimento, mas afirmou estar trabalhando para restabelecer o serviço de aproximadamente 830 mil clientes, cerca de 9,8% da base total. Todos os municípios da área de concessão foram impactados pelos ventos intensos e registraram interrupções:
Barueri, Carapicuíba, Cajamar, Cotia, Diadema, Embu-Guaçu, Embu, Itapecerica da Serra, Itapevi, Jandira, Juquitiba, Mauá, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Rio Grande da Serra, Ribeirão Pires, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Lourenço da Serra, Santo André, Santana de Parnaíba, São Paulo, Taboão da Serra e Vargem Grande.
Trânsito, transporte público e aeroportos afetados
O apagão impactou diretamente a mobilidade urbana. Ao menos 218 semáforos começaram o dia sem funcionar, agravando o trânsito que, entre 7h e 10h de quinta-feira (11), ultrapassou 570 km de lentidão.
No balanço atualizado até as 18h, a CET registrou:
- 263 semáforos desligados por falta de energia,
- 2 equipamentos apagados por falha,
- nenhum em modo amarelo piscante.
A situação provocou um dos piores congestionamentos do ano, chegando a 811 km de lentidão na cidade.
O sistema de ônibus também enfrentou dificuldades devido ao trânsito travado em diversas avenidas.
No setor aéreo, os aeroportos de Congonhas e Guarulhos contabilizaram mais de 300 voos cancelados desde quarta-feira (10), além de múltiplos atrasos.
Centenas de quedas de árvores
A força dos ventos provocou ao menos 336 quedas de árvores na capital. Segundo a Prefeitura de São Paulo, 267 casos já foram concluídos, enquanto 55 ainda dependem de apoio da Enel para serem finalizados, devido à presença de cabos energizados.
Falhas no abastecimento de água
A crise elétrica também prejudica o sistema hídrico. Em nota divulgada às 18h, a Sabesp alertou sobre falhas no bombeamento em diversos bairros da capital, entre eles: Americanópolis, Cangaíba, Parelheiros, Parque do Carmo, Vila Clara, Vila Formosa e Vila Romana.
A companhia informou que trabalha para normalizar o abastecimento, mas que o retorno depende, em grande parte, da estabilização da rede elétrica.
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