Governo desiste do VLT e abre licitação para implantar BRT após 7 anos

O governo estadual abriu licitação para execução das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), em Cuiabá e Várzea Grande, nesta segunda-feira (13). A contratação da empresa que será responsável pelo novo modelo de transporte será feita na modalidade de Regime Diferenciado de Contratação Integrada, do tipo menor preço. A obra está orçada em R$ […]

O governo estadual abriu licitação para execução das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), em Cuiabá e Várzea Grande, nesta segunda-feira (13).

A contratação da empresa que será responsável pelo novo modelo de transporte será feita na modalidade de Regime Diferenciado de Contratação Integrada, do tipo menor preço.

A obra está orçada em R$ 480,5 milhões, incluindo os projetos básicos e executivos de engenharia, de desapropriação, obtenção de licenças, outorgas, aprovações e execução das obras de implantação dos corredores exclusivos para ônibus.

BRT 1
Anteprojeto do BRT em Cuiabá e Várzea Grande — (Foto: Divulgação)

A abertura das propostas está marcada para o dia 27 de janeiro de 2022, na sede da Sinfra (Secretaria Estadual Infraestrutura e Logística).

No valor da obra também estão inclusas as construções de 46 estações, de um terminal na região do Coxipó e outro no CPA, e a reconstrução do Terminal André Maggi, em Várzea Grande.

O projeto prevê a construção de um viaduto para passagem do BRT na rotatória das avenidas Fernando Corrêa da Costa e Beira Rio, de uma nova ponte sobre o Rio Coxipó, a criação de um parque linear na Avenida do CPA, a requalificação do Largo do Rosário e demais adequações no trânsito.

Na licitação, a empresa vencedora ficará responsável pela elaboração do projeto e depois pela execução da obra, que tem um prazo de dois anos para ser concluída após o início.

A licitação foi feita após a troca do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) pelo BRT. Nas obras do VLT, já foram gastos mais de R$ 1 bilhão.

BRT x VLT

Segundo o governo, foi realizada uma audiência pública para apresentar o estudo que embasou a mudança do VLT para o BRT, e depois outras duas audiências foram realizadas, uma em Cuiabá e outra em Várzea Grande, para apresentar o anteprojeto do Ônibus de Trânsito Rápido.

BRT é o novo modal de transportes em Cuiabá e Várzea Grande
BRT é o novo modal de transportes em Cuiabá e Várzea Grande. (Foto: Divulgação)

O plano de integração do transporte coletivo foi apresentado às prefeituras das duas cidades que receberão o modal e a mudança foi aprovada pelo Codem/VRC (Conselho Deliberativo Metropolitano da Região do Vale do Rio Cuiabá).

A justificativa do governo é que o BRT trará melhor mobilidade urbana para os moradores de Cuiabá e Várzea Grande, com os demais ônibus podendo utilizar o novo corredor. Além disso, todas as obras de infraestrutura realizadas anteriormente para o VLT serão aproveitadas.

Outra vantagem, é que o BRT tem uma tarifa mais acessível em relação ao VLT e poderá ser expandido para outras regiões, a um custo menor do que a construção de novos trilhos.

O anteprojeto apresentado pela Sinfra-MT prevê cinco linhas, incluindo três semi-expressas. As cinco linhas do BRT serão: BRT 1 Terminal CPA – Terminal André Maggi (parador), BRT 2 Terminal CPA – Área Central de Cuiabá (semi-expressa), BRT 3 Terminal André Maggi – Área Central de Cuiabá (semi-expressa), BRT 4 Terminal Coxipó – Área Central de Cuiabá (parador) e BRT 5 Terminal Coxipó – Área Central de Cuiabá (semi-expressa).

Anteprojeto

O projeto prevê a construção de ciclovia, parque linear e replantio de árvores. O governo promete a criação de um parque linear de quase 6 km no entorno das obras, com ciclovia, melhoria nas calçadas e também a recomposição da arborização urbana, retirada para implantação do VLT.

A decisão de troca do VLT pelo BRT foi tomada pelo governo, após rescisão contratual com o consórcio, que está envolvido em suspeitas de corrupção e pagamento de propina para agentes públicos, conforme consta em delação premiada.

Governo abre licitação para implantar BRT em Cuiabá
Anteprojeto do BRT da Grande Cuiabá foi apresentado em audiências públicas. (Foto: Reprodução)

Como o contrato foi rescindido com decisão judicial de 2017, ratificada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 2019, o governo acionou o Consórcio VLT na Justiça, pedindo ressarcimento e indenização aos cofres públicos pela não finalização das obras do VLT, prevista para 2014.

A ação foi impetrada pela PGE (Procuradoria Geral do Estado), que também requereu que o consórcio faça a venda dos vagões do VLT.

Obra parada há 7 anos

No mês que vem, a obra do VLT completa seis anos parada. O projeto já consumiu R$ 1,2 bilhão e passou por três governos desde 2012. O valor total da obra inicialmente era de R$ 1,4 bilhão, mas mais da metade desse valor já foi gasto e cerca de 50% da obra foi executada.

O contrato para a execução do projeto que seria o maior previsto para a Copa do Mundo de 2014 em Mato Grosso foi assinado em 2012 pelo então governador do estado, Silval Barbosa, e dois anos depois, em dezembro de 2014, ainda na gestão dele, a obra parou, após vir à tona indícios de fraudes para desviar dinheiro das obras.

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