Aumento de R$ 0,25 desagrada passageiros; "ônibus sem qualidade"

Tarifa, que atualmente custa R$ 4,40, vai subir para R$ 4,65, em Campo Grande, a partir do dia 1º de março; capital de MS tem o 9º valor mais caro do país

O aumento começa a valer só dia 1º de março, mas, o anúncio de que a tarifa de ônibus vai ficar R$ 0,25 mais cara, já começou a repercutir entre os usuários do transporte público, em Campo Grande. A insatisfação é unânime e, para quem saiu cedo de casa, a qualidade do serviço não justifica a passagem custar R$ 4,65.  

(Vídeo: Michel Pena)

“Como eu dependo muito de ônibus, acho que, por mais que sejam poucos centavos, já é algo a mais que sai do nosso orçamento. E, pelas condições dos ônibus, do transporte, dos horários, que às vezes atrasa, eu acho que não deveria aumentar”, avaliou o radialista João Mario da Silva Balbueno, 32 anos. 

Quem também pensa assim é a estudante Camila Cristina dos Santos Pinheiro, de 34 anos. “A maioria dos ônibus está com defeito, sempre atrasa, e muitas vezes eu tenho que pagar Uber para chegar no serviço, porque atrasou, furou pneu, quebrou. Então, eu não vejo motivo para o reajuste, já que não tem melhoria nenhuma no serviço prestado aos consumidores”, mencionou.  

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De centavos em centavos, a tarifa de ônibus em Campo Grande está entre as 10 mais caras do país, ocupando a 9ª posição. “Eu acho que é muito e vai prejudicar o bolso da população. Tem gente que precisa ir ao médico, resolver outras coisas, vai pesar”, opinou Lindaura Souza Silva, de 50 anos, que trabalha com serviços gerais.  

Decisão e aumento  

O anúncio do aumento no preço da tarifa de ônibus foi feito pela prefeita Adriane Lopes (Patriota), durante coletiva de imprensa, na tarde de terça.  

Prefeitura e Consórcio Guaicurus chegaram a um consenso quanto ao novo valor da tarifa do transporte coletivo há pouco menos de um mês. Mas a confirmação ainda dependia dos subsídios para evitar que o aumento fosse maior, como queria a empresa concessionária dos serviços. 

Na última segunda (13), o governador Eduardo Riedel (PSDB) havia renovado o convênio com a prefeitura, confirmando o repasse de R$ 10 milhões para custear o transporte público coletivo dos alunos da rede estadual de ensino, na capital.  

O aporte, segundo prefeita, ajudou a chegar a um ‘valor justo’ da tarifa para o público em geral, assim como a alteração na lei sobre a isenção do ISSQN (Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza), aprovada na terça (14) pela Câmara de Vereadores. 

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