Clima de cidade vazia marca greve de motoristas e rende apoio popular
A ausência de passageiros chamou a atenção de quem circulava pelas ruas centrais e mostrou os efeitos da greve dos motoristas
O início da semana em Campo Grande teve um cenário incomum nos bairros e centro da cidade. Pontos de ônibus que tradicionalmente ficam lotados de trabalhadores e estudantes amanheceram vazios, criando um clima que mais lembrava feriado ou fim de semana na Capital. A ausência de passageiros chamou a atenção de quem circulava pelas ruas centrais e mostrou os efeitos da greve dos motoristas do transporte coletivo.

Sem ônibus nas ruas, a rotina mudou. Quem depende do transporte público precisou buscar alternativas para chegar ao trabalho ou à escola, enquanto outros simplesmente adiaram compromissos. Ainda assim, o que mais se destacou não foi apenas o transtorno, mas o apoio de parte da população ao movimento grevista.
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Nas redes sociais e em mensagens enviadas à redação do Primeira Página, moradores demonstraram compreensão com a paralisação e defenderam o direito dos motoristas.
“Uma semana de greve, a população se vira de qualquer maneira para ir trabalhar”, comentou um internauta, apontando que, apesar das dificuldades, muitos entendem a situação dos trabalhadores.
Outras mensagens reforçaram o apoio diante da falta de pagamento. “Está certo, como trabalha sem pagamento? São pais de família, precisam receber, conta não espera”, escreveu uma moradora, em tom de crítica ao poder público. “É isso aí, ninguém é obrigado a trabalhar sem receber”, resumiu outro comentário.

Justiça determina fim parcial da greve
A Justiça do Trabalho determinou em liminar que 70% dos motoristas de ônibus em Campo Grande trabalhem durante a greve que ocorre nesta segunda-feira (15). A decisão, em medida de urgência, não proíbe a greve, mas determina regras para que os moradores não sejam prejudicados com a ausência do serviço essencial.
Conforme a liminar encaminhada á reportagem do Primeira Página, o desembargador do trabalho César Palumbo Fernandes reconhece que o direito de greve é garantido pela Constituição, mas destaca que esse direito não é absoluto e não pode causar prejuízo grave à comunidade.
Diante de indícios de que a categoria pretendia suspender completamente as atividades, como convocações de assembleia, áudios atribuídos à direção sindical, a Justiça entendeu ser necessário intervir para evitar a interrupção total do transporte público na capital.
Com isso, a liminar determina que, durante a greve, pelo menos 70% dos motoristas continuem trabalhando, permitindo a paralisação de no máximo 30% da categoria.
Ainda segundo a liminar, o sindicato dos trabalhadores fica responsável por garantir esse percentual mínimo em operação e deve se abster de incentivar, permitir ou tolerar qualquer paralisação superior a esse limite, bem como impedir ações que atrapalhem o funcionamento básico do serviço de ônibus em Campo Grande.
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