Consórcio rebate Prefeitura e cobra resposta formal sobre falta de recursos durante greve
A Prefeitura alegou que repassou R$ 3 milhões à empresa, mas Consórcio diz que problemas vão além de repasse pontual
Em meio à greve dos motoristas do transporte coletivo de Campo Grande, o Consórcio Guaicurus divulgou, nesta terça-feira (16), uma nota em que contesta as declarações da Prefeitura sobre a situação financeira do contrato e que aguarda esclarecimentos e pagamentos relacionados ao chamado déficit tarifário.

Os motoristas alegam atraso de pagamentos, o que motivou a paralisação iniciada na segunda-feira (15). No mesmo dia, a Prefeitura afirmou em coletiva de imprensa que teria antecipado cerca de R$ 3 milhões ao Consórcio Guaicurus, negando qualquer inadimplência. A concessionária, no entanto, rebate a versão do Município e afirma que o problema vai além de um repasse pontual.
Na nota, o consórcio cobra uma resposta “técnica, clara e formal” tanto da Agereg (Agência de Regulação de Serviços Públicos) quanto do Poder Concedente sobre as contas do contrato de concessão, especialmente em relação à apuração mensal do déficit tarifário.
Segundo os empresários, pedidos administrativos com dados e cálculos já foram protocolados, mas não receberam análise específica por parte da administração municipal.
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O Consórcio afirma ainda que o Município “tem se limitado a negar a existência de débitos de forma genérica”, inclusive por meio de declarações públicas, sem apresentar apuração própria ou documentos que comprovem a regularidade dos pagamentos.
A empresa relembra ainda que situações semelhantes ocorreram durante a CPI do transporte coletivo na Câmara dos Vereadores e em uma decretação anterior de estado de greve, quando, segundo a concessionária, o poder público precisou se retratar e efetuar pagamentos que inicialmente havia negado.
Diante do que classifica como “colapso operacional”, o Consórcio Guaicurus pede uma manifestação urgente do Município que esclareça se há valores em aberto, apresente os cálculos atualizados do déficit mensal e decida formalmente sobre os pedidos financeiros já feitos. A concessionária também solicita providências para regularizar e pagar eventuais créditos, com o objetivo de manter o equilíbrio do contrato.
Por fim, o Consórcio afirma que aguarda a divulgação das planilhas mensais previstas em aditivo contratual, com dados de 2022 até dezembro de 2025, que detalham se houve déficit ou superávit no sistema. Segundo a empresa, a publicação dessas informações, com memória de cálculo e comprovantes de pagamento, é essencial para esclarecer a situação financeira do transporte coletivo e restabelecer a normalidade do serviço.
A reportagem procurou a assessoria da Prefeitura Municipal e aguarda retorno.
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