Ferrovia Malha Oeste pode ir a leilão em lotes; entenda
Malha Oeste tem 1.973 km de extensão, entre Corumbá (MS) e Mairinque (SP), além de um ramal entre Campo Grande e Ponta Porã (MS)
A Malha Oeste, principal linha férrea de Mato Grosso do Sul, deve ir a leilão na B3 – Bolsa de Valores de São Paulo – no segundo semestre de 2026 e sair de um cenário de abandono que se arrasta há anos. A expectativa é que a ferrovia se torne um corredor de exportações e movimente a economia do estado.

Com 1.973 quilômetros de extensão, a Malha Oeste liga Corumbá (MS) a Mairinque (SP), passando por Campo Grande e Três Lagoas, e tem um ramal que parte de Campo Grande até Ponta Porã (MS). O governo vai avaliar quais trechos despertam interesse e não descarta realizar o leilão por lotes. A estimativa do projeto é de R$ 35,7 bilhões em obras para colocar a malha em funcionamento, além de R$ 53,5 bilhões durante a operação.
“Ali na região de Corumbá é onde tem minério, então nessa área a gente está prevendo investimento. Até Campo Grande, o vencedor do leilão vai só manter a ferrovia porque ali ainda não tem carga, mas de Campo Grande até Ribas do Rio Pardo, nós teremos uma obrigatoriedade de rebitolar a malha para que ela fique com uma tecnologia e uma infraestrutura potente para poder transportar essa carga até a Malha Paulista, caso ela suba pela ferrovia que está sendo construída, uma autorização que está sendo construída pela Eldorado até a Malha Paulista, ou caso o vencedor opte por ficar até Mairinque, ele vai poder transportar isso até Mairinque e nós estamos também colocando no próprio contrato uma ligação do Ferroanel para que essa carga possa também ser transportada para os portos do Rio de Janeiro, não só para o porto de Santos. Então esse é um estudo estratégico, esse é um projeto fundamental para o Ministério de Transportes, porque reintegra a Malha Oeste às outras linhas férreas do país”, explicou o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro.
“Priorizar gatilhos de investimento, que é o trecho Três Lagoas-Campo Grande, primeiro trecho. Campo Grande-Corumbá tem mais dificuldade de ter carga segura, mas em um segundo momento é a próxima pegada. Depois Campo Grande-Ponta Porã. Mas eles vão licitar o conjunto da Malha Oeste que conecta aqui à Malha Paulista. E o trecho entre Três Lagoas e Aparecida do Taboado para fazer essa conexão já tem interessados privados para fazer esse investimento”, destacou o governador Eduardo Riedel.

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Depois de quase dez anos de impasses e tentativas de acordos frustradas com a concessionária, a Malha Oeste entra no calendário de concessões do Ministério dos Transportes. Nos próximos dias, o governo deve apresentar o projeto a investidores. A ideia é transformar a linha em corredor de exportação de minério, combustíveis e celulose, setor que mais cresce em Mato Grosso do Sul.
“O Brasil produz 25 milhões de toneladas de celulose. O maior produtor do Brasil e um dos maiores do mundo é Mato Grosso do Sul. Produz 25 e consome apenas 7. Precisa mandar 18 milhões de toneladas aos portos. O que é necessário para isso? Infraestrutura, logística, sobretudo ferrovia, estrada e porto. Então, por isso que esse momento é muito interessante”, afirmou o ministro dos Transportes, Renan Filho.
A operação da Malha Oeste é uma estratégia econômica. “Primeiro assim, acho que o Brasil e a necessidade que nós temos de sair da rodovia e ir para a ferrovia. Isso significa a economicidade, menor número de emissões, redução de custo desse produto. Então esse produto de Mato Grosso do Sul é mais competitivo no mundo. Então isso permite uma sustentabilidade de empreendimento em longo prazo”, ressaltou o secretário da Semadesc (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck.
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