Guerra no Oriente Médio pode impactar transporte público em Cuiabá? Confira

Alta do petróleo provocada por tensão no Oriente Médio levanta dúvidas sobre impacto no transporte coletivo da capital.

A escalada das tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã já começa a acender um alerta na economia global, principalmente por causa do impacto direto no preço do petróleo. Em Cuiabá, o reflexo imediato da crise internacional levanta uma dúvida entre os usuários do transporte coletivo: a alta dos combustíveis pode provocar aumento na tarifa de ônibus na capital?

De acordo com o diretor de Transporte da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), Nicolau Budib, neste momento não há previsão de reajuste no valor da passagem paga pelos passageiros.

Segundo ele, o cálculo da tarifa do transporte coletivo é realizado mensalmente. Atualmente, o custo real do sistema varia, em média, entre R$ 9 e R$ 11 por passageiro, enquanto o usuário paga R$ 4,95. A diferença é coberta pela Prefeitura de Cuiabá por meio de subsídio público.

Onibus cuiaba foto
Guerra ainda não afetará valor da tarifa do transposte público. -Foto: Ilustrativa

Mesmo diante de possíveis oscilações no custo operacional do sistema, o reajuste da tarifa não ocorre de forma automática. Budib explica que a decisão sobre eventual aumento é política e administrativa, cabendo ao prefeito avaliar o cenário e definir se haverá ou não alteração no valor da passagem. No momento, segundo o diretor, não há indicação de que a tarifa será reajustada.

A principal preocupação da administração municipal está no preço do diesel, combustível que representa uma das maiores despesas da operação do transporte coletivo. Em alguns postos da capital, o litro já é vendido por cerca de R$ 7,49, aproximadamente R$ 1,10 a mais em relação ao período anterior ao agravamento do conflito internacional.

Caso a alta se mantenha, o impacto tende a ser absorvido principalmente pelos cofres públicos. Isso porque o aumento do custo operacional pode elevar o valor do subsídio pago pela prefeitura para manter a tarifa atual ao usuário.

Outro ponto de atenção, diante da instabilidade internacional, seria um eventual racionamento de combustíveis. No entanto, de acordo com Budib, até o momento não há qualquer prejuízo no abastecimento ou na operação do transporte coletivo em Cuiabá.

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