Motoristas 'cruzam os braços' e Campo Grande amanhece sem transporte público
Os motoristas entraram em greve diante do atraso de pagamento do salário de dezembro, previsto para ter caído no último dia 5
Sem o pagamento do salário do mês de dezembro, os motoristas do transporte público de Campo Grande cruzaram os braços na manhã desta segunda-feira (15) e a cidade amanheceu sem ônibus. A categoria já havia aprovado o indicativo de greve na última quinta-feira (11).

Conforme informado pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo e Urbano de Campo Grande (STTCU), Demétrio Freitas, na última semana, uma assembleia foi realizada e a greve foi decidida diante do atraso no pagamento do salário, previsto para ter caído no último dia 5.
Os terminais Morenão, Guaicurus, General Osório e Bandeirantes amanheceram fechados e sem passageiros transitando. Não há previsão dos ônibus voltarem a circular.
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A Justiça do Trabalho determinou que 70% dos ônibus entrem em circulação para que a população não seja prejudicada. O desembargador do trabalho César Palumbo Fernandes reconhece que o direito de greve é garantido pela Constituição, mas que o serviço essencial não deve ser afetado. A decisão também estabelece multa diária de R$ 20 mil em caso de descumprimento das determinações.

Em nota, a assessoria do Consórcio Guaicurus informou que pagou 50% dos salários de novembro de 2025 no último sábado (13) e afirmou que o Município está em atrasos com os repasses.
“O atraso e o pagamento parcial não decorrem de má gestão, mas sim da inadimplência reiterada do Município de Campo Grande/MS no repasse do subsídio financeiro contratualmente instituído no quarto termo aditivo previsto. O valor devido pelo Poder Concedente, apenas no período compreendido desde 2022, quando foi designada a tarifa técnica no quarto termo aditivo do contrato de concessão, já soma um subsídio superior a R$ 39 milhões ainda não repassados ao Consórcio. A dificuldade financeira é uma consequência direta da quebra do equilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão pelo Poder Concedente. O pagamento da complementação do salário de novembro, do adiantamento de dezembro de 2025 (vencível em 20/12/2025) e da segunda parcela do 13º salário está condicionado à regularização desses repasses públicos. […] O Consórcio apela à compreensão de todos e reitera seu compromisso em buscar soluções urgentes para normalizar a situação.”
Anteriormente, a Prefeitura Municipal alegou em nota que os repasses do Executivo estão em dia.
Assembleia decidiu pela greve
O encontro, que aconteceu por volta das 4h30, reuniu profissionais do transporte público que também cobraram o pagamento do 13º salário, com data limite marcada para o próximo dia 20. Segundo a categoria, sem a regularização imediata desses repasses, a paralisação será inevitável.
Apesar da decisão aprovada, o serviço segue funcionando regularmente nesta quinta-feira enquanto se aguarda uma resolução entre trabalhadores, Consórcio Guaicurus e prefeitura.
Consórcio alega crise financeira
Na última sexta-feira, o consórcio afirmou enfrentar uma grave crise financeira. Segundo a empresa, a situação é resultado da inadimplência do poder público nos repasses referentes ao Vale-Transporte, subsídios e outros componentes tarifários.
Ainda conforme o comunicado, a falta desses recursos compromete diretamente a manutenção do serviço e o cumprimento de obrigações trabalhistas, como o pagamento dos salários e do 13º.
O histórico recente mostra que tensões entre as partes não são novidade. Em 22 de outubro, motoristas atrasaram em cerca de 1h30 a saída dos ônibus das garagens em protesto pelo atraso no adiantamento salarial. Apesar de curta, a paralisação surpresa foi suficiente para gerar transtornos a passageiros que chegaram aos terminais sem encontrar ônibus disponíveis.
*Atualizado às 6h25 para acréscimo de informação
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