Paralisação: entenda o real motivo que deixou Campo Grande sem ônibus
Passageiros do transporte público de Campo Grande foram pegos de surpresa com a paralisação dos motoristas de ônibus
Vereadores de Campo Grande se reuniram na Câmara Municipal nesta quarta-feira (22) após a paralisação dos ônibus do transporte público nas primeiras horas do dia. O motivo da interrupção do serviço foi confirmado: a falta de repasse de recursos referentes ao passe estudantil da rede estadual e municipal.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo e Urbano de Campo Grande (STTCU), o valor total em atraso chega a R$ 9,5 milhões, sendo R$ 6 milhões de responsabilidade do Governo do Estado e R$ 3,5 milhões da Prefeitura. O montante deveria cobrir os custos com as gratuidades do transporte de estudantes.
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O convênio que regula o repasse funciona da seguinte forma: o Estado transfere o recurso à Prefeitura, que, por sua vez, repassa o valor ao consórcio que opera o transporte coletivo. No entanto, os pagamentos não foram realizados porque o Município estaria com as certidões negativas irregulares, o que impede o repasse direto de verbas estaduais.
Atualmente, o convênio prevê repasses mensais de R$ 1,7 milhão por parte do Estado e R$ 1,3 milhão da Prefeitura, destinados exclusivamente à cobertura das gratuidades estudantis.
De acordo com o presidente da Câmara, vereador Papy (PSDB), uma reunião entre representantes da Prefeitura e do consórcio ocorreu na terça-feira (21) para tentar resolver o impasse. Contudo, não houve acordo.
O que a Prefeitura, Governo e Consórcio
Em nota, a Prefeitura Municipal disse que “mantém diálogo permanente com o Consórcio Guaicurus para apurar as causas da interrupção e adotar as medidas necessárias para evitar que situações como essa voltem a ocorrer”. Apesar de questionado, o Município não respondeu sobre o repasse. A reportagem entrou em contato com o Governo do Estado e aguarda retorno.
O Consórcio Guaicurus disse em nota à reportagem que a circulação voltou ao normal às 6h e que o Sindicato dos Motoristas convocou uma assembleia geral para o dia 27 de outubro de 2025, próxima segunda-feira, em decorrência do atraso no pagamento do adiantamento salarial, o vale mensal, da categoria.
Além disso, menciona o repasse de R$ 9 milhões. Confira trecho da nota:
“O Consórcio lamenta profundamente o transtorno causado e esclarece que enfrenta severas restrições financeiras, com insuficiência de recursos para cumprir integralmente obrigações salariais, fiscais e contratuais. A dificuldade não se limita ao repasse de R$ 9,08 milhões em negociação com o poder concedente, mas reflete um desequilíbrio estrutural que vem se agravando diante da defasagem tarifária e do esgotamento das linhas de crédito. O Consórcio Guaicurus reitera o seu compromisso com a prestação de um serviço essencial e de qualidade para Campo Grande. Nossas equipes estão empenhadas, dialogando com todos os setores envolvidos, e não medirão esforços para garantir que a situação seja integralmente resolvida no menor tempo possível. Pedimos a compreensão e a confiança da população neste momento, assegurando que o foco principal é e sempre será restabelecer a tranquilidade e a previsibilidade do transporte para todos os cidadãos”.
A categoria não descartou nova paralisação em meio aos entraves nas negociações.
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