Passe de ônibus aumenta para R$ 4,65 em Campo Grande
O anúncio foi feito pela prefeita Adriane Lopes (Patriota), durante coletiva de imprensa, na tarde desta terça-feira (14)
O preço do passe de ônibus, em Campo Grande, será R$ 4,65 a partir da próxima do dia 1º de março. O anúncio foi feito pela prefeita Adriane Lopes (Patriota), durante coletiva de imprensa, na tarde desta terça-feira (14).

Prefeitura e Consórcio Guaicurus chegaram a um consenso quanto ao novo valor da tarifa do transporte coletivo há pouco menos de um mês. Mas a confirmação ainda dependia dos subsídios para evitar que o aumento fosse maior, como queria a empresa concessionária dos serviços.
Nesta segunda-feira (14), o governador Eduardo Riedel (PSDB) renovou o convênio com a prefeitura, confirmando o repasse de R$ 10 milhões, para custear o transporte público coletivo dos alunos da rede estadual de ensino, na Capital. O aporte, segundo prefeita, ajudou a chegar a um ‘valor justo’ da tarifa para o público em geral.
“Trabalhamos em parceria, em equipe para chegar ao menor impacto possível para o usuário do transporte coletivo em Campo grande”, comentou Adriane.
Outro subsídio que deve evitar novo desgaste entre prefeitura e o Consórcio Guaicurus é a alteração na lei sobre a isenção do ISSQN (Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza), aprovada hoje (14) na Câmara de Vereadores.
Para o gerente executivo do Consórcio Guaicurus, Robson Strengari, apesar do reajuste ainda “existe a necessidade do reequilibro econômico financeiro do contrato de concessão do transporte público de Campo Grande”.
Comissão formada pelo consórcio, prefeitura, Câmara de Vereadores e Ministério Público de Mato Grosso do Sul deve estudar melhorias no transporte público da Capital. As queixas dos usuários vão desde a falta de coletivos nos bairros até ônibus em mau estado de conservação.
“Nós tivemos uma queda de 70% no número de passageiros, por contra covid-19 então a quantidade de ônibus disponíveis, reduziu. Mas conforme a necessidade de novos ônibus, vamos adequar sim, no sistema”, comentou Robson Strengari.
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Em meio a protesto
O novo preço da tarifa no transporte coletivo de Campo Grande foi definido após os motoristas cruzarem os braços, no dia 18 de janeiro em protesto contra a falta de reajuste nos salários. Diante da situação, o Consórcio Guaicurus justificou que não tem como aumentar os salários, caso a tarifa de ônibus na Capital também não fosse elevada.
À época, o consórcio alegou que o preço do passe de ônibus para o usuário deveria ser de R$ 5,15 – com tarifa técnica de R$ 7,79.
O impasse foi parar no TRT (Tribunal Regional do Trabalho). Durante audiência de conciliação a Justiça do Trabalho sugeriu que, ao invés de reajuste de 16% exigido pela categoria o consórcio conceda aumento de 10% aos profissionais. O valor seria composto por 8% de reajuste imediato, mais 1% em março e 1% em setembro. A proposta foi aceita por motoristas.
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