Sem ônibus: greve dos motoristas entra no 4° dia em Campo Grande
Os motoristas somente retornarão ao trabalho quando salário for pago de maneira integral, disse sindicato
Enquanto o impasse entre o Consórcio Guaicurus e a Prefeitura de Campo Grande continua, a capital amanheceu nesta quinta-feira (18) no quarto dia consecutivo sem transporte público. Mesmo com intervenção determinada pela Justiça, os motoristas de ônibus decidiram manter a greve diante do atraso do pagamento salarial. Cerca de 100 mil passageiros foram afetados.

A paralisação dos trabalhadores continua sem acordo entre a classe e empresas do setor. Usuários têm recorrido a alternativas como aplicativos de transporte, caronas e deslocamentos a pé.
Em audiência de conciliação realizada na última terça-feira (16), na Justiça do Trabalho, os motoristas decidiram manter a paralisação até que os pagamentos sejam depositados. Até o momento, não há previsão para o retorno do transporte coletivo.
O STTCU (Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo e Urbano) pontuou que os motoristas somente retornarão ao trabalho quando o pagamento dos salário forem pagos de maneira integral.
Nesta quarta-feira (17), a Justiça determinou intervenção no Consórcio Guaicurus, dando prazo de 30 dias para que a prefeitura, a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) e a Agereg (Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos) nomeiem um interventor no contrato da empresa, bem como apresentem um plano de ação com cronograma para corrigir a prestação do serviço, sob pena de multa diária de R$ 300 mil.
O que diz a prefeitura
“Em relação à decisão judicial que determinou a intervenção na concessionária do sistema de transporte coletivo urbano, a Prefeitura Municipal de Campo Grande esclarece que até o presente momento não foi oficialmente notificada, portanto desconhece o teor integral do processo. Tão logo tenha conhecimento, adotará todas as medidas legais necessárias e cabíveis.”
O que diz o Ministério Público
“Informamos que, até o presente momento, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul não foi formalmente intimado acerca da decisão proferida pelo Juiz Eduardo Trevisan. Esclarecemos, ainda, que a ação popular não tramita sob atribuição da 30ª Promotoria de Justiça, uma vez que houve declínio de atribuição para a 49ª Promotoria de Justiça, diante da ausência de prevenção judicial. Tão logo o MPMS seja regularmente cientificado, a situação será analisada para eventual adoção das providências cabíveis, no âmbito de suas atribuições legais.”
Até então, o Consórcio afirmou que não havia sido notificado.
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