Sem pagamento, impasse do transporte público continua em Campo Grande

Os trabalhadores devem se reunir em assembleia para discutir a situação na próxima segunda-feira (27)

Dois dias após a paralisação dos motoristas do transporte público em Campo Grande, o impasse entre o Consórcio Guaicurus, a Prefeitura e o Governo do Estado ainda não foi resolvido. Segundo o sindicato da categoria, o pagamento do vale, que motivou a paralisação na quarta-feira (22), ainda não foi feito. Com isso, os trabalhadores devem se reunir em assembleia na próxima segunda-feira (27) para discutir decisões.

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Terminal em Campo Grande | (Foto: Bruno Batista)

De acordo com o Consórcio Guaicurus, o atraso nos pagamentos está relacionado à falta de repasses da prefeitura, o que teria causado um rombo de aproximadamente R$ 9 milhões, sendo R$ 6 milhões referentes às gratuidades de alunos da rede estadual e R$ 3 milhões da rede municipal.

O Governo do Estado afirma que não consegue transferir os valores ao município porque a prefeitura não está em dia com algumas certidões, enquanto a Prefeitura de Campo Grande garante que todos os pagamentos estão regulares e que mantém diálogo constante com o consórcio para evitar prejuízos à população.

O transporte coletivo de Campo Grande atende cerca de 150 mil passageiros por dia.

Solução em debate na Câmara

A situação voltou a ser tema de debate entre os vereadores de Campo Grande nesta quinta-feira (23). Após encerrar uma CPI que investigou o transporte público da Capital, nesta quinta, durante a sessão, parlamentares discutiram a criação do Fundo Municipal de Mobilidade Urbana, proposta vista como uma alternativa para evitar novas crises no transporte público.

O projeto de lei, que deve ser votado na próxima sessão da Câmara, está marcado para o dia 30 de outubro, terça-feira. A proposta cria um fundo para gerenciar recursos destinados ao transporte público, obras de infraestrutura e manutenção viária.

O fundo poderá receber verbas do orçamento municipal, repasses estaduais e federais, doações, além de parte do valor arrecadado com multas e com o estacionamento rotativo, quando o serviço voltar a operar.

Segundo o presidente da Câmara Municipal, vereador Papy (PSDB), o projeto poderá ser votado em regime de urgência, mas ainda não há definição sobre isso.

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Comentários (1)

  • Brígida Silva

    Segundo o vereador, será votado em regime de urgência,mas não tem data prevista,como assim? está claro que ele não depende dos transportes públicos,mas deve entender de finanças,e é lógico que sem o trabalhador,a economia paralisa,e causa prejuízo para todos,o que parece é que essa votação adiada e sem data definida, não o afeta , infelizmente,e ele deve ter noção que já dependeu desse transporte,ou nasceu em berço de ouro? incrível como uma pessoa que veio do povo e foi eleito por ele ,tem uma fala imatura e. Incoerente.

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