Vagões do VLT de MT são vendidos para Bahia por R$ 793,7 milhões

Os equipamentos se referem a 40 trens, cada um composto por 7 vagões que, ao todo, totalizam 280 vagões

O Governo de Mato Grosso divulgou na noite desta quarta-feira (19) que concluiu a venda de todos os vagões do VLT para o Estado da Bahia. Por R$ 793,7 milhões, que serão pagos pela Bahia em quatro parcelas anuais, o Governo afirma que o dinheiro é suficiente para terminar a obra do BRT e ainda comprar os ônibus do BRT.

vlt vagoes
(Foto: Secom-MT)

Com o acordo, colocou-se um fim a um imbróglio que já dura 10 anos, quando os vagões foram adquiridos para a Copa do Mundo, em 2014. A Bahia pagará a primeira parcela em 31 de dezembro e as demais na mesma data de cada ano até 2027. Todas as parcelas serão corrigidas pelo IPCA-E, a partir da data da assinatura do acordo.

Segundo o estado de Mato Grosso, os valores são suficientes para custear todas as obras do Sistema BRT, no valor de R$ 468 milhões, e ainda sobrariam R$ 325 milhões para comprar os ônibus e realizar outros investimentos.

No entanto, a obra do BRT tinha previsão inicial de entrega até 2025. Os 280 vagões que transportariam 170 mil pessoas por dia em Cuiabá e Várzea Grande, vieram da Espanha avaliados em quase R$ 500 milhões.

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“Em cinco meses os vagões começarão a ser transportados pela Bahia até a sede da fábrica da CAF, localizada na cidade de Hortolândia/SP, onde se submeterão a um processo de restabelecimento técnico para retomarem a sua capacidade operacional”, diz trecho do comunicado oficial.

O acordo será assinado em Brasília em data a ser definida pelo Tribunal de Contas da União. Os equipamentos se referem a 40 trens, cada um composto por 7 vagões que, ao todo, totalizam 280 vagões

O acordo foi mediado pelo Tribunal de Contas da União, em comissão formada pelo presidente Bruno Dantas, e contou com representantes dos poderes executivos e dos Tribunais de Contas dos Estados de Mato Grosso e da Bahia.

História do VLT

O VLT era uma das obras para Copa do Mundo no Brasil, em 2014. A construção parou naquele mesmo ano, depois que a PF (Polícia Federal) e o Ministério Público denunciaram corrupção e desvio de dinheiro.

O então governador Silval Barbosa chegou a ser preso e fez delação premiada. A obra já custou R$ 1 bilhão. O consórcio, numa estimativa feita há 5 anos, calculava que precisaria de mais R$ 922 milhões para terminar.

Depois de todo o investimento, o Governo do Estado decidiu trocar o modal de transporte, de VLT para BRT.

O VLT é um trem de superfície movido a energia elétrica. Já o BRT, é o serviço de ônibus que usa corredores exclusivos.

Estação de BRT
VLT foi trocado por BRT pelo governo do estado.

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