Na retomada do turismo em MS, 80% dos visitantes são de outros estados brasileiros

Destinos como Bonito e Pantanal voltaram a crescer durante o fim de ano

Um dos setores mais atingidos pela pandemia da covid-19, o turismo começa a se reerguer em Mato Grosso do Sul. Porém, segundo informações do Observatório do Turismo de MS, cerca de 80% dos visitantes foram de outros estados e apenas 20% são sul-mato-grossenses.

“Normalmente é uma tônica, quem mora no Estado acredita que os atrativos de fora do Estado são melhores. A tendência é sempre querer sair, ir para São Paulo, Rio de Janeiro e o Nordeste por acreditar que são melhores que o nosso. Por isso, lançamos a campanha “Meu Estado, Meu Destino”. Se nós somos um destino desejado no mundo todo, temos o principal bioma do mundo, que é o Pantanal, porque não mostrar para o sul-mato-grossense que ele está a 200km de distância desses destinos”, questiona Bruno Wendling, diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur). 

Para incentivar, as operadoras de turismo da região também oferecem descontos para sul-mato-grossenses, principalmente em Bonito. “Pantanal e Bonito são os nossos âncoras. São destinos próximos e singulares, então vão voltar muito fortes, até porque os eventos também tem voltado”, ressalta. 

Segundo o diretor, a inclusão de outros destinos de MS na lista de locais imperdíveis para a visitação também tem feito a diferença. “O ecoturismo na região de Campo Grande, no entorno tem se destacado, assim como a região norte, no trecho cerrado – pantanal, onde está Costa Rica, Rio Verde e Alcinópolis. Essa foi uma aposta dessa gestão há 4 anos e agora começa a colher frutos aparecendo no radar até no turismo nacional”, pontua.

Retomada do turismo inclui Bonito entre os destinos mais visitados em MS (Foto: Divulgação)
Retomada do turismo inclui Bonito entre os destinos mais visitados em MS (Foto: Divulgação)

Retomada e base comunitária

O diretor também frisou a importância de envolver a comunidade no desenvolvimento do turismo local. “O pantanal não pode parar nunca porque é destino de ecoturismo puro, não só para a pesca”, frisa. 

Atualmente, a cidade distante a 413km da Capital, tem realizado também cruzeiros de ecoturismo. “Corumbá entendeu que tem uma beleza fantástica e não pode ficar só na temporada de pesca. Atualmente há cruzeiros de ecoturismo, que é uma atividade exclusiva e bem segmentada, que passa e envolve as comunidades ribeirinhas, chamamos de turismo de base comunitária”, esclarece. 

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