Ecoturismo: veja dicas para curtir o passeio de forma sustentável e segura em MT

Devido aos cuidados de prevenção à covid-19, as pessoas passaram a buscar viagens rápidas e com mais contato com a natureza

Com a pandemia, o ecoturismo ou turismo ecológico tem sido uma das principais mudanças em relação aos passeios dos brasileiros. Devido aos cuidados de prevenção à covid-19, as pessoas passaram a buscar viagens rápidas e com mais contato com a natureza. Mato Grosso, berço do Pantanal, do Cerrado e da Amazônia, biomas ricos em biodiversidade e belas paisagens, têm atraído cada vez mais visitantes.

O engenheiro eletricista e de segurança do trabalho, Thiago Keppe, que há 3 anos organiza descidas de rapel pelas cachoeiras do estado, afirma que as buscas pelos passeios que organiza cresceram mais de 40% em 2021.

“Com a pandemia muitas pessoas estavam querendo sair de casa, fugir um pouco da rotina. O pessoal nos procura porque quer perder o medo de altura, os turistas querem conhecer os lugares e se conectar com a natureza, isso lhes proporciona paz”, diz.

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Thiago em rapel na Cachoeira do Potreiro – Dom Aquino/MT (Foto: Marcos Antônio)

Dicas e cuidados para o ecoturismo

Porém, durante as visitas aos patrimônios naturais e culturais, alguns cuidados são importantes para que não haja impactos negativos a fauna e a flora local.

“Por exemplo, se a pessoa fuma, não jogar bituca de cigarro no mato. Não mexer nos animais, se passar por algum desviar, até porque aquilo ali é natural do local, a gente que está lá no ambiente desses animais ou insetos, então a gente procura manter sempre intacto”, recomenda Keppe.

Thiago também fala sobre a importância de não poluir os locais visitados, como forma de preservação.

“Outra coisa é não jogar lixo. Guarda o pacote na mochila, numa sacola, quando chegar na cidade a gente faz esse descarte. É importante preservar a natureza da maneira que ela é, pois no meio ambiente temos os recursos naturais essenciais para a vida. Quando alteramos o meio ambiente podemos estar colocando em risco algumas espécies e temos que conservar o pouco que ainda nos resta”, ressalta.

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Deonice no Morro de Santo Antônio (Foto: Arquivo Pessoal)

Ele pontua ainda que alguns cuidados durante a trilha também ajudam a evitar acidentes, como não se aproximar da beirada das cachoeiras; estar sempre atento a barulhos diferentes durante a trilha e prestar atenção também na água da cachoeira.

“Se começar a sujar, ficar marrom, começar a descer galhos, folhas, a gente orienta sempre a pessoa descer para o barranco mais alto, porque às vezes pode não estar chovendo no local onde a gente está, mas sim estar chovendo próximo da região, o que pode encher o rio e a pessoa pode ficar ilhada, ou até acontecer uma cabeça d’água”.

Ecoturismo como fonte de paz e aprendizado

Para a cozinheira Deonice Rosa Krefta, o ecoturismo é uma ótima maneira de renovar as energias.

“A forma que você se conecta com a natureza, com os pássaros, com os animais, te dá uma vitalidade maior. Na natureza eu encontro o alimento que eu preciso para a alma, para suportar as dificuldades da semana que vem pela frente com mais leveza”, explica.

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Adriano, 38 anos, com a filha Letícia, 9 anos, na Cachoeira do Aguaçu – Mimoso/MT. (Foto: Arquivo pessoal)

Adriano aproveita os passeios ao lado da filha, Letícia de 9 anos, para fortalecer os laços afetivos com a pequena e reforçar a ela os cuidados com a natureza.

“Até mesmo porque essas crianças já estão sendo moldadas pra preservação do meio ambiente e também em todos os grupos [de passeio] que participo somos muito criteriosos, então a gente está sempre conversando sobre isso. A gente acaba criando situações ali que acabam exemplificando o que ela aprende na escola e a gente vai mostrando para ela a importância de cada elemento que está dentro da natureza”, afirma.

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