'Destinos Roubados': Série sobre epidemia do feminicídio será reexibida nesta sexta (5); saiba como assistir

A produção reúne histórias reais e relatos marcantes sobre violência contra mulher e será reexibida após o Jornal da Globo.

A série documental “Destinos Roubados – A Epidemia do Feminicídio”, produzida pelo jornalismo da TV Centro América, será reexibida nesta sexta-feira (5), em uma versão especial compacta, logo após o Jornal da Globo. A produção reúne histórias reais e relatos marcantes sobre a violência contra a mulher, com o objetivo de ampliar o debate e reforçar a importância do enfrentamento ao feminicídio.

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No encerramento da primeira exibição da série ‘Destinos Roubados’, foi realizado um fórum para debater o tema. – Foto: Primeira Página/Marcos Salesse

Exibida originalmente em cinco episódios no Bom Dia Mato Grosso, a série apresenta casos que evidenciam o impacto devastador desse tipo de crime sobre famílias e comunidades, além de destacar o trabalho realizado por autoridades e instituições que atuam na prevenção e no combate à violência de gênero.

Ao longo do documentário, vítimas, familiares e especialistas compartilham experiências e reflexões que ajudam a compreender a dimensão do problema. A proposta é estimular a conscientização e fortalecer a rede de proteção às mulheres.

Por trás das câmeras, a construção do material também foi marcada por desafios emocionais para a equipe de produção. Ao longo de cerca de dois meses de trabalho e muitas horas de entrevistas, os profissionais precisaram lidar com relatos de dor, luto e violência.

Para a diretora do documentário, a repórter Ariane Locatelli, o principal objetivo foi ecoar as vozes das vítimas e das famílias, além de mostrar que a violência costuma começar de forma silenciosa.

“O documentário exigiu muita sensibilidade da equipe, porque a gente tratou de dores muito profundas, tanto das famílias quanto das vítimas. Como jornalista, senti que esse era um trabalho com potencial de transformação; como mulher, foi impossível não me sentir atravessada por essas histórias, porque qualquer uma de nós pode ser vítima”, afirmou.

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A série contou com a participação de especialistas no debate de gênero e do enfrentamento à violência contra mulher. – Foto: Reprodução

A experiência também marcou a produtora Emilly Rocha, responsável por acompanhar de perto o contato com as entrevistadas e organizar as gravações. Segundo ela, ouvir cada uma das histórias reforçou a importância de promover discussões públicas sobre a violência de gênero.

“É um tema muito sensível e que me atravessa profundamente. Ligar para cada entrevistada e ouvir suas histórias foi algo que me tocou bastante. Nesse processo, aprendi muito com essas mulheres fortes e corajosas e também com toda a equipe envolvida na produção. Espero que existam cada vez mais iniciativas que provoquem o debate público sobre esse assunto tão urgente e necessário“, destacou.

Além de Ariane e Emilly, também participam da produção: Lello Nascimento, Carlos Renato, Marcelo Souza e Sérgio Gouvea (imagens); Lucas Weimer e Rafael Murillo (edição) e Ariane e Tiago Terciotty (roteiro). A produção é compartilhada também com Carla Salentim, enquanto o videografismo foi desenvolvido por Ney Oliveira, Fernando Barah e Junior Kavano.

Carta compromisso

Além da exibição da produção audiovisual, o projeto foi encerrado com a realização, no último dia 29 de abril, de um fórum promovido em parceria com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), e realizado no auditório da TV Centro América. O encontro reuniu representantes do poder público, especialistas e autoridades para discutir estratégias de enfrentamento à violência contra a mulher.

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A série também destaca a luta por justiça protagonizada pelas famílias das vítimas de feminicídio em Mato Grosso. – Foto: Marcos Salesse/Primeira Página

O fórum ainda culminou na assinatura de uma carta-compromisso voltada à ampliação de ações de combate ao feminicídio. Além da carta, os participantes defenderam uma atuação articulada entre diferentes instituições para prevenir a violência e garantir atendimento adequado às mulheres.

Outro tema recorrente foi a necessidade de melhorar a comunicação entre os órgãos da rede de proteção e as mulheres atendidas, especialmente em relação ao acompanhamento dos processos judiciais e das medidas protetivas.

Também foram debatidas estratégias de acolhimento às vítimas por meio da Patrulha Maria da Penha, da assistência social e de outras políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.

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