Mar do Sertão investe no regionalismo para contar história de amor
"Sempre tive vontade de contar essa história”, diz Mario Teixeira, autor da nova novela de Mar do Sertão
“Meu pai é do Ceará, nasci aqui por acidente”, afirma o paulistano Mario Teixeira, autor da nova novela das seis da Rede Globo, Mar do Sertão.
Prevista para estrear no dia 22 de agosto de 2022, substituindo Além da Ilusão, a novela se passa no sertão brasileiro, mas a cidade Canta Pedra é fictícia, o que ajuda a criar uma atmosfera de fábula.

“Eu passei grande parte da minha infância e adolescência no Ceará. Sempre tive vontade de contar essa história, que é uma história regional, mas também universal”, explica Teixeira, em entrevista coletiva para sobre a obra.
Canta Pedra é um “pequeno mundo incrustrado em uma cidade fictícia, em um lugar também fictício, uma geografia inventada, que mistura cânion, mistura caatinga, paisagens que nós inventamos e que o Alan [Fiterman, diretor artístico] traduziu perfeitamente em imagem e também no meu texto”, pontua o escritor.
A história de Mar do Sertão não poderia ser mais universal: o amor. Na trama, Candoca (Isadora Cruz) e Zé Paulino (Sergio Guizé) são completamente apaixonados um pelo outro, mas são separados por uma manobra do destino: Zé Paulino sofre um acidente e é dado como morto. Depois de 10 anos, quando retorna, Candoca está casada com seu grande rival, Tertulinho (Renato Góes). “É um amor posto à prova pelas circunstâncias da vida. A questão é se eles vão conseguir superar todas as mágoas que guardaram ao longo dos anos”, comenta Mario.
Assim como Pantanal, a obra mostra uma região brasileira intensa e foge do eixo Rio- São Paulo, trazendo um Brasil profundo, mas com tipos humanos comuns.
“O regionalismo é universal. Falar de uma pequena aldeia é falar do mundo, usando uma expressão surrada e tão verdadeira, tão atual do Tolstoi [escritor russo], que é falar da nossa aldeia é falar do mundo. Os tipos humanos se reptem sempre, é uma história regional de fato, ambientada no interior do Brasil, num Brasil profundo, mas que ao mesmo tempo está dentro de todos nós”, diz.
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Mário Teixeira já assinou a autoria de novelas como “Liberdade, Liberdade” (2016), o “Tempo não Para” (2018) e “I Love Paraisópolis” (2015), além de ser coautor de “O Cravo e a Rosa” (2000) e receber um Prêmio Jabuti com o romance “A Linha Negra”.
Atmosfera fabular
Segundo o diretor Allan Fiterman, a novela tem uma atmosfera mais fabular, mas usou locais reais, nos estados de Alagoas e Pernambuco para compor a cidade e dar vida a história de Mário.

“Aproveitamos ao máximo os dias em que estivemos pelo sertão nordestino para captar as melhores e mais lindas imagens da região. Ao longo da novela, passaremos mais tempo trabalhando nos estúdios e cidades cenográficas dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, então, viajamos com o objetivo de iniciar o projeto completamente mergulhados no ambiente onde a obra se desenrola, e também de captar muitas cenas de stock shot e de paisagens para usarmos ao longo da trama. Estou tentando trazer para a novela poesia na imagem”, explica o diretor.
Mesmo nas histórias em que há seca, a poesia permanece. “O mais seco do sertão, é lúdico ao mesmo tempo, é um lugar lindo”.
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