Borboletas Negras: a série francesa da Netflix que surpreende
Minissérie francesa de serial killer chegou a ser confundida com obra baseada em fatos, mas é ficção cheia de reviravoltas
Quem tem streaming é inundado com um incontável número de séries. Algumas têm mais de cinco temporadas. Como ter tempo para assistir a tudo isso?
A dificuldade em acompanhar tantos capítulos assim leva usuários a escolherem as minisséries. Ela tem começo, meio e fim numa única temporada.
Quem gosta de terror, por exemplo, já deve ter passado pelas duas mansões de Mike Flanagan, na Netflix. A Mansão da Residência Hill, de 2018, e a Maldição da Mansão Bly, de 2020.
Ótimos personagens, sustos, dramas familiares, mortes violentas. Tudo no pacote de duas histórias de fantasmas independentes.
Já quem não quer ver assombrações atormentando famílias ou assustando criancinhas mas adora um suspense sem sobrenatural na parada, tem uma minissérie francesa que passa despercebida nos menus, mas que é muito boa.
Um idoso solitário contrata um escritor para eternizar suas memórias. As conversas entre eles são sempre permeadas por muito mistério e desconfiança.

Albert começa a contar uma história de amor que mais parece um conto de fadas. Até que em determinado momento, Adrien, o escritor, descobre que o velhinho gordinho que parece indefeso narra uma série de homicídios praticados por onde ele a mulher, Solange, passavam.
Esta é só uma das reviravoltas da minissérie Borboletas Negras.
São 6 episódios com duração média de 60 minutos. É impossível não se apaixonar pelos personagens principais quando aparecem, ainda crianças, começando uma cumplicidade que duraria anos.
Da mesma forma como é impossível não torcer para que Solange escape de um ataque que vai desencadear toda a escalada de violência do casal. E, claro, impossível não ficar estupefato com o caminhar da história.
Os autores vão construindo a relação de proximidade dos personagens com o público sem pudor nenhum de destruir esse laço de uma hora para a outra.
Relações amorosas também entram no pacote das reviravoltas.
Na época de seu lançamento, a revista Rolling Stones chegou a fazer uma reportagem sobre a polêmica que surgiu com os episódios.
Muitos espectadores achavam que a minissérie da Netflix era inspirada em fatos e, assim como outras que retratam a vida e os crimes de serial killers que realmente existiram, Albert e Solange teriam colecionado corpos reais.
Mas esta não é uma série de True Crime. Os realizadores Olivier Abbou e Bruno Merle garantiram que, apesar de lerem muito sobre crimes verdadeiros, inventaram a história.
E que bom trabalho fizeram com a criatividade.
Borboletas negras é dessas obras em que é difícil escrever muito sem revelar o bastante. Então, paro por aqui. Na torcida que você se surpreenda com esta minissérie tanto quanto eu.
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